Animais também são suscetíveis a problemas cardiovasculares

28 de setembro de 2019

Por:


Acompanhamento veterinário é essencial para identificar possíveis doenças nos cães e possibilitar uma vida com qualidade


Compartilhe:

Setembro é o mês eleito para ser destinado aos cuidados com um órgão vital para a vida: o coração.

Inclusive, neste domingo (29), é celebrado o Dia Mundial do Coração.

Vários estudos realizados comprovam que o convívio regular com os animais de estimação contribuem positivamente para a saúde cardiovascular dos seus respectivos tutores.

No entanto, os pets também estão suscetíveis à ocorrência de problemas cardíacos. Dessa forma, levá-los regularmente ao médico veterinário para avaliações periódicas pode evitar situações graves.

Sinais

Cansaço fácil; intolerância a exercícios; aumento do volume abdominal; desmaios; língua azulada; dificuldade respiratória; e tosses semelhantes a engasgos são alguns sintomas de insuficiência cardíaca nos animais.

Além disso, um dos agravantes é a idade avançada, conforme explica Gabriela Rosa, gerente técnica para animais de Companhia da Boehringer Ingelheim Saúde Animal.

Doenças e tratamento

As doenças mais frequentes em cães são a Cardiomiopatia Dilatada (CD) e a Doença Valvar Crônica (DVC).

A primeira, como sugere o nome, é caracterizada pela dilatação das câmaras cardíacas, prejudicando a contração do órgão e, por consequência, seu funcionamento adequado.

A origem, indica a especialista, é genética, e atinge cães de portes grandes e gigantes – Dobermann, Dogue-Alemão, São Bernardo e Boxer, por exemplo.

Já a DVC, cardiopatia mais comum, afeta as válvulas do coração e todas as demais estruturas que as sustentam.

Acomete principalmente cães idosos e de pequeno porte – Maltês, Poodle e Dachshund.

Ambas não possuem cura, porém o tratamento clínico proporciona alívio dos sintomas, especialmente quando a doença é diagnosticada no estágio inicial.

Gabriela aponta um estilo de vida saudável e boa alimentação como meios de evitar problemas sérios de saúde.

E, sobretudo, acompanhamento frequente do médico veterinário, garantindo melhor qualidade de vida ao pet.