Aos 17 anos, cão é adotado por família de São Vicente

20 de dezembro de 2019

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Haroldinho convive com mais três cachorros em seu novo lar


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Aos 17 anos de idade, finalmente Haroldinho passará um natal em família.

O vira-lata, que morou na Codevida (Santos-SP) durante dois anos, foi adotado pela família Fajardo, e agora vive em São Vicente (SP) com mais três irmãos de quatro patas.

A ação desta família tem um motivo especial, além do amor pelos bichinhos: os Fajardo também perderam um bulldog de 20 anos em abril.

A lacuna de um animalzinho idoso em casa resultou no contato com a Codevida através das redes sociais.

 

Haroldinho

Foto: Francisco Arrais/PMS

 

Monica Aparecida Fajardo, que é proprietária de uma escola de educação, perguntou: “Qual é o pet mais velhinho e com menos chances de adoção da casa?”. A resposta foi imediata: Haroldinho.

Além da idade avançada, o animal também possui problemas de pele e coluna, mas isso não foi empecilho no momento da adoção.

Assim, a condição frágil também gerou um apelido carinhoso da família: “Banga”, que vem de “banguelo”.

“As pessoas precisam entender que a gente também vai ficar velho um dia, e ninguém quer envelhecer sozinho e em qualquer lugar. Todos merecemos carinho e conforto, inclusive os cães”, disse Monica.

O cão é extremamente dócil e apegado. Costuma pedir carinho e passar boa parte do dia no nicho do rack da sala. Já à noite, vai dormir com os donos. Agora, próximo ao natal, acaba de estrelar um ensaio temático na companhia dos irmãozinhos.

 

Haroldinho

Família reunida para foto comemorativa de Natal. Foto: Francisco Arrais/PMS

Na Codevida

Haroldinho foi resgatado pela Codevida no Centro de Santos, estava coberto por feridas, mal tinha pelos e quase não conseguia andar.

“Ele é muito idoso e estava muito debilitado, não tinha o perfil dos animais que costumam ser adotados”, disse Leila Abreu, coordenadora da Codevida.

 

Haroldinho

Aos 17, Haroldinho supera a expectativa média de vida dos cães, que é entre 10 e 13 anos. Foto: Francisco Arrais/PMS

Cuidado com os fogos

Nesta época do ano, o abandono de animais de estimação cresce em média 30%. A coordenadora adverte que os donos de pets devem se programar para a virada do ano.

Os animais possuem a audição extremamente sensível e se desnorteiam com facilidade. O ideal é não acorrentá-los e nem amarrá-los para eliminar o risco de enforcamento.

Os pets devem permanecer em ambientes costumeiros, com janelas bem fechadas e, de preferência, com o cheiro do dono (no quarto, por exemplo).

Uma televisão com o volume um pouco mais alto que o de costume também pode ajudar.

Sempre deixar um pote com água e certificar-se que não há objetos pontiagudos no cômodo. E, em hipótese alguma, deve-se levar os animais para assistir à queima de fogos.