Cigarro afeta a saúde dos animais de estimação

19 de agosto de 2019

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Raças de focinho curto estão mais suscetíveis a doenças. Alguns problemas podem manifestar-se somente quando o quadro estiver crônico


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Não são segredos os malefícios que o cigarro causa à saúde dos seres humanos. Além da nicotina, principal responsável pelo vício, milhares de outras substâncias possuem efeito nocivo.

No entanto, não é só o fumante que sofre os efeitos do tabagismo. Quem permanece perto da fumaça torna-se fumante passivo, e essa condição afeta também grandes companheiros do homem – os animais de estimação.

Eles ficam suscetíveis ao desenvolvimento de alterações respiratórias. Espirros e tosse estão entre os problemas que podem surgir, conforme explicam as veterinárias Carla Sadocco e Karla Vicentim, da SPet Santos.

O pet pode, ainda, desenvolver asma, rinite, traqueite, bronquite alérgica, coceiras, além de lesões na pele e nas córneas.

Assim como os tutores, os animais podem ser acometidos por problemas cardíacos – lesão no miocárdio, por exemplo – e desenvolver tumores malignos como carcinoma e linfoma.

As reais condições de saúde do animal dependem do grau de exposição dele com a fumaça, idade e predisposições individuais.

Além disso, nem todas as doenças se manifestam de maneira rápida. Sendo assim, é possível que os sintomas só apareçam quando o quadro já tiver atingido o estado crônico.

 

cigarros e animais de estimação

A exposição à fumaça do cigarro também torna os pets fumantes passivos. Foto: Divulgação

Propensão

Os animais de focinho curto (braquicefálicos) estão mais vulneráveis às enfermidades, devido à própria condição anatômica que não favorece boa respiração.

Entre tais cães, o boxer, bulldog francês e inglês, pequinês, pug e shih tzu, entre outros, são os mais afetados. Já os felinos, de maneira geral, são mais sensíveis a quadros respiratórios crônicos. Apesar disso, o mais propenso da espécie é o gato persa.

Além de procurar evitar fumar perto dos pets, o tutor deve realizar check up anualmente. Para animais com mais de 8 anos, os exames devem ser feitos semestralmente.

Em caso de ingestão de bitucas, o animal pode apresentar vômitos, hipersalivação, diarreia, agitação, tremores, distúrbios de coordenação, respiratórios e cardíacos, podendo ser fatal.

A dose potencialmente letal de nicotina para o cão é de 10 mg por quilo de peso corporal. O animal deve ser levado imediatamente ao médico veterinário para realizar a desintoxicação.