Convívio com humanos alterou estrutura cerebral dos cães

3 de setembro de 2019

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Estudo indica que criação seletiva ajudou a provocar mudanças nas habilidades apuradas das raças


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Os cães acompanham o homem há séculos, e essa convivência provocou mudanças significativas até na estrutura cerebral dos animais.

A informação é de uma pesquisa liderada por Erin Hecht, da Universidade Harvard, publicada neste terça (2) na revista científica Journal of Neuroscience.

Foram comparados exames de ressonância magnética de 62 cães de 33 raças diferentes.

Posteriormente, foram identificadas seis regiões cerebrais – que variam de tamanho de acordo com as raças – que atuam de maneira sincronizada.

Cada região estava associada a ao menos uma característica de comportamento. Entre as principais especializações, aparece caça, farejo, companhia ou guarda.

Para a pesquisa, no entanto, foram utilizados cachorros de estimação, não de trabalho.

Em boxers e dobermanns, por exemplo, que geralmente são utilizados pela polícia, diferenças aparecem na visão e olfato mais apurado em relação aos outros.

Já os cães mais atléticos (labrador, pastor australiano, por exemplo) têm maiores áreas cerebrais responsáveis por estresse, ansiedade e medo.

Dessa forma, é possível concluir que a criação seletiva feita pelos seres humanos provocam alterações cerebrais dos cães em diferentes formas.