Entenda o saruê e o que fazer ao encontrar um

24 de dezembro de 2019

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Às vezes confundidos com ratos, eles acabam sofrendo maus-tratos ou mortos, o que constitui crime ambiental


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Você provavelmente já viu um saruê (Didelphis aurita), animalzinho curioso, de hábitos noturnos, similar a um gambá que, muitas vezes, é visto passeando por quintais em cima de muros ou até mesmo nas ruas.

Estes bichos não fazem mal a ninguém, pelo contrário, contribuem para a dispersão de sementes, tornando-se peça importante para a fauna local.

No entanto, às vezes são confundidos com ratos e acabam sofrendo maus-tratos ou mortos, o que constitui crime ambiental.

O Instituto Gremar é responsável pelo estudo e preservação da fauna local e está localizado na Avenida Presidente Vargas, 597, no Centro de Itanhaém, litoral paulista.

Qualquer dúvida ou denúncia pode ser feita pelo telefone (13) 3426-8168.

“É importante proteger esse bichinho em todas as épocas do ano. Eles fazem parte da nossa fauna nativa e são muito importantes para o equilíbrio ecológico”, afirma Rosane Farah, bióloga responsável pelo Instituto Gremar de Itanhaém.

A primavera é a estação em que ocorre a reprodução desses animais, portanto, torna-se mais comum se deparar com as fêmeas e seus filhotes. Assim, elas ficam mais ariscas.

Em 2018 e 2019, cerca de 100 animais foram resgatados pelo Gremar e encaminhados para a reabilitação, para os tratamentos apropriados e, eventualmente, reinseridos na natureza.

Devido à perda de seu habitat, os saruês começaram a se adaptar ao ambiente urbano e é comum vê-los buscando alimento em lixeiras ou até mesmo nas residências das pessoas.

Portanto, é essencial lembrar-se de tampar as lixeiras e não deixar alimentos expostos.

 

saruê

Animais adaptam-se ao ambiente urbano devido à oferta de alimentos. Foto: Divulgação/Gremar