Estudo aponta que tutores não levam gato ao veterinário

9 de setembro de 2019

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42% dos tutores de gatos adiam consultas, prejudicando a efetividade dos tratamentos. No Dia do Veterinário, confira dicas de como deixar o animal mais confortável no consultório


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No dia 9 de setembro é celebrado o Dia do Veterinário, uma profissão em que o Brasil se destaca mundialmente.

São 360 universidades de medicina-veterinária e 110 mil profissionais atuantes. Apesar dos números, 42% dos tutores de gatos no país adiam a consulta.

Por isso, a Royal Canin, referência em nutrição para gatos e cães, quer conscientizar sobre a importância da saúde preventiva para felinos por meio de sua campanha “Saúde é única para cada gato – Meu Gato no Vet”.

Segundo estudo inédito feito pela marca sobre o relacionamento dos tutores de felinos com o médico-veterinários ao adiarem a visita ao consultório, os tutores procuram por informações na internet.

Essa prática pode ser prejudicial ao animal, pois as doenças podem demorar muito para ter sintomas mais aparentes.

Motivos

O medo do estresse gerado pela visita é um dos fatores indicados para o adiamento.

35% dos gatos ficam tensos durante a consulta. Além disso, quanto mais velho o gato, mais estressado ele ficará por causa de experiências anteriores negativas.

Entre os tutores, o principal motivo pela tensão foi a falta de uma sala de espera apropriada/reservada para gatos.

A campanha reafirma que o cuidado preventivo por meio de visitas anuais ou semestrais ao médico-veterinário é essencial para a saúde geral e bem-estar dos felinos.

Os veterinários acompanham os detalhes do comportamento do animal e seu histórico médico, garantem a vacinação em dia e a castração, monitoram o peso e discutem a nutrição animal, um dos assuntos de maior interesse nas consultas.

Outro hábito prejudicial do tutor é a rotina alimentar dos felinos.

De acordo com o estudo, 72% dos gatos brasileiros recebem alimento seco mais de uma vez ao dia, além da alimentação úmida (sachês) e dos petiscos.

Isso porque os tutores tem a sensação que os animais estão com fome ou utilizam a alimentação como uma forma de demonstrar carinho.

Entretanto, a quantidade e o tipo ideal de alimentação devem ser indicados pelo médico-veterinário de acordo com a necessidade específica de cada pet.

Após a consulta, 82% dos tutores afirmam seguir as dietas prescritas e 92% os tratamentos médicos.

Além disso, 49% dos tutores discutem a alimentação em todas as consultas. Já 61% consideram o veterinário a fonte mais confiável de informação para o tema.

A pesquisa revelou, ainda, que o tutor brasileiro de gatos é predominantemente mulher (68%) com, em média, 40 anos.

Deste número, 55% consideram os bichanos como membros da família. Além disso, 89% dos donos de gatos moram em cidades. Já 51% escolhem o médico-veterinário pela distância de suas casas.

A Casa do Gato

Para conscientizar sobre a importância da saúde preventiva dos gatos a Royal Canin realiza no próximo final de semana (14 e 15) das 10h às 19h, a Casa do Gato.

Trata-se de um espaço que convida o público a desvendar o universo felino através de experiências sensoriais mostrando o mundo do ponto de vista dos gatos.

O local é próximo à Avenida Paulista, na Rua São Carlos do Pinhal, 124, em São Paulo. O evento é gratuito e aberto ao público e foi sucesso de público no último final de semana.

Na casa o público poderá passar por um circuito com oito estações com um óculos de realidade virtual que coloca o público dentro do corpo do gato.

O objetivo é sentir a capacidade do animal de saltar até 5 vezes o seu tamanho corporal e o funcionamento do seu bigode como facilitador para a sua agilidade e senso de localização.

Também há um arranhador gigante, que com uma luva especial, imita a sensação de quando o felino arranha diferentes texturas.

 

Campanha mostra a  importância de cuidar dos felinos. Foto: Divulgação/Royal Canin

Como levar os gatos ao veterinário

Para ajudar os tutores e gatos a terem uma melhor experiência na próxima consulta ao médico-veterinário a Royal Canin sugere que os tutores se atentem aos pontos abaixo:

  • Gatos não estão acostumados ao toque humano, especialmente aquele feito pelo veterinário. Dessa forma, podem ficar estressados com a nova sensação. Para reduzir a ansiedade, comece gradativamente a manipular mais o animal.
  • Escolha uma caixa de transporte que a parte superior possa ser removida e coloque a em um ambiente da casa em que o gato passe a maior parte do tempo para que ele possa se acostumar a ela e deixa ali. Arrume-a com uma manta que o animal já conheça e alguns de seus brinquedos. Isso funciona como enriquecimento ambiental e se torna um lugar conhecido e seguro quando vai ao consultório.
  • Visitas ao veterinário podem ser estressantes tanto para o tutor quanto para o gato. Ao permanecer calmo, seu gato se sentirá mais seguro e confortável com a situação.
  • A clínica é um ambiente diferente para o gato, com iluminação e sons que ele pode estranhar. Ao chegar, cubra a caixa de transporte com uma toalha para aliviar a tensão.

Ainda tem receio? Procure uma clínica “cat-friendly” – os consultórios especializados têm adaptações para diminuir o stress da espécie.