Na praia, conheça os cuidados com caravelas-portuguesas

31 de dezembro de 2019

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Contato com animal marinho pode causar graves ferimentos


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Elas são coloridas, bonitas e de formato peculiar. Flutuam na água e são empurradas pelo vento.

Mas, ao mesmo tempo em que chamam a atenção do banhista, podem ser perigosas. As caravelas-portuguesas respondem por vários casos de queimaduras, principalmente durante o verão.

Por isso, com as praias cheias nesta época do ano, é preciso ter cuidado e saber o que fazer se acabar sendo tocado por uma delas. Recentemente, aparições do animal foram registradas no litoral paulista.

De acordo com a chefe do Departamento de Vigilância em Saúde de Santos (SP), Ana Paula Valeiras, casos de acidente envolvendo caravelas não são de notificação obrigatória, mas sabe-se que durante verão aumentam as chances de ocorrências.

Até o momento, nenhuma ocorrência foi registrada em Santos, mas é importante alertar para os riscos do contato com a caravela, que pode provocar dores fortes, sensação de queimadura, vermelhidão e inchaço.

“Em algumas pessoas, também pode causar reações alérgicas com gravidade, incluindo câimbras, náuseas, falta de ar, febre, arritmias e desmaios”.

A dica básica para quem encontrar alguma caravela na praia é não tocá-la. “Até mesmo quando aparecem mortas na areia podem causar ferimentos”.

Mas, quando há o contato acidental, normalmente ocorre nos braços, mãos e membros inferiores.

Se houver queimadura, a recomendação é lavá-la com a própria água do mar, já que a água doce piora o ardor e inchaço.

Compressa com vinagre, por 10 minutos, uma nova lavagem com água do mar e outra compressa, desta vez por mais 30 minutos, são indicadas.

De acordo com Ana Paula, se a dor persistir, é possível aplicar no local uma pasta feita com água do mar e bicarbonato de sódio (que pode ser substituído por talco simples ou farinha de trigo).

Depois que secar, a mistura deve ser retirada com a ajuda de uma espátula.

“A pessoa deve ir ao pronto-socorro em casos mais graves”.

 

caravela-portuguesa

Foto: Divulgação

Toxina paralisante

Segundo o biólogo marinho Alex Ribeiro, coordenador do Aquário, cada caravela é uma colônia de indivíduos, com tentáculos utilizados para capturar presas.

“Eles soltam uma toxina paralisante, que continua ativa mesmo fora d’água. O aumento da incidência de acidentes está sempre associado ao verão”.

Ribeiro reforça que é fácil identificar uma caravela, uma vez que ela está sempre com sua bolsa de ar acima do nível d’água.

“É essa bolsa que a conduz na direção dos ventos e correntes. Se a pessoa a vir, melhor não se aproximar”.