Orquidário de Santos trata quatro animais no 1º bimestre

21 de março de 2020

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Um gambá a três aves são frutos de resgates feito na Baixada Santista. Após a reabilitação, eles serão devolvidos à natureza


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Um gambá e três aves (tucano, quero-quero e falcão quiriquiri) foram resgatados na região e encaminhados para atendimento pelos biólogos e médicos veterinários do Orquidário de Santos, no primeiro bimestre deste ano.

Desse total, dois animais reagiram bem ao tratamento (gambá e falcão quiriquiri) e em breve serão reabilitados e soltos na natureza. Os outros dois morreram devido à gravidade do estado de saúde.

Em 2019, 31 animais – sendo 22 aves, cinco mamíferos e quatro répteis – foram atendidos no parque. Desse total, oito já foram reabilitados e outros oito permanecerão no parque devido a sequelas que impossibilitam a soltura.

No ano anterior, Orquidário recebeu 32 animais resgatados (24 aves, dois répteis e seis mamíferos). Desses, sete foram reabilitados, três aguardam autorização para transferência e posterior soltura e outros sete permaneceram.

 

O exemplar de falcão quiriquiri tratado pela equipe do parque. Foto: Susan Hortas

Cuidados

De acordo com a bióloga Ana Beatriz Alarcon Comelli, da Unidade de Biologia (UBI) do Orquidário, esse tipo de atendimento é realizado apenas para animais silvestres, resgatados na região e encaminhados ao parque pela Secretaria Estadual de Infraestrutura e Meio Ambiente (SIMA) ou pela Policia Ambiental, órgãos responsáveis pela gestão da fauna.

“A equipe do Orquidário não tem autorização legal para fazer capturas nem recolhimento de animais silvestres, mesmo que a ocorrência seja em área urbana. Já o recebimento de animais está vinculado ao espaço disponível para atendimento e manutenção  no hospital veterinário”, explica Beatriz.

Quem encontrar um animal silvestre machucado deve entrar em contato com a Polícia Ambiental (11- 5085 2100). Assim, poderá ser feita a captura e encaminhamento para um lugar de atendimento.

“Por questões de segurança, não é recomendável que o munícipe capture o animal”, enfatiza Beatriz.

Uma vez no parque, a bióloga explica que primeiro é realizada uma avaliação clínica do animal pela equipe de veterinária, para diagnóstico de doenças ou traumas. Definido o tipo de tratamento mais adequado, tem início o processo de recuperação física.

Após o término dessa etapa, a equipe faz uma segunda avaliação, para verificar quais são os indivíduos aptos para soltura, que é autorizada pela SIMA, em área previamente escolhida.