Pet como presente de Natal exige muita responsabilidade

21 de dezembro de 2019

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Animais de estimação não são brinquedos. Entre os meses de dezembro e janeiro o abandono de pets aumenta, aproximadamente, 60%


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Na corrida pela escolha dos presentes de Natal, não é raro que um cão ou gato se torne uma opção irresistível.

As razões são muitas, desde o pedido constante dos filhos, até a vontade da família em adotar um animal que precisa de um lar.

No entanto, é importante lembrar que ter um pet significa um compromisso de longa data e exige dedicação, paciência, ensinamentos, tempo para levá-lo para passear, visitas regulares ao médico-veterinário e, ainda, gera gastos.

Será que quem vai receber um pet de presente tem tudo isso a oferecer?

Sobretudo, é preciso pensar duas vezes ao comprar, adotar ou presentear familiares e amigos com pets.

Eles não são brinquedos e o abandono de animais no pós período de festas de final de ano, infelizmente, não é raro.

Segundo dados da ONG Gavaa, entre os meses de dezembro e janeiro o abandono de animais aumenta, em média, 60%.

Este índice, infelizmente, só ajuda a contribuir com o número de animais abandonados no país. Além disso, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, existem mais de 20 milhões de cães e mais de 10 milhões de gatos abandonados por aqui.

Abandono

Uma pesquisa conduzida no Brasil pelo Ibope e o Centro de Nutrição e Bem-Estar Animal Waltham, da Mars Petcare, mostrou que os motivos que geram o abandono ou a devolução de pets aos abrigos são inúmeros.

Apenas 41% dos tutores afirmam que levariam o animal junto caso tivessem que se mudar.

Outros 14% justificam o abandono alegando motivos facilmente contornáveis, alguns deles como: não ter tempo para cuidar como gostaria; comportamento era inadequado; o filho nasceu; muito caro; não ter com quem deixar o pet na hora de viajar, etc.

Assim, antes de comprar ou adotar um pet para presentear é preciso refletir bem sobre o assunto e ficar atento às responsabilidades que envolvem a posse responsável de um animal.

Há 11 anos o programa Pedigree Adotar é tudo de bom ajuda a mudar a realidade de cães abandonados por meio da sensibilização, conscientização e mobilização da população para a causa da adoção, do apoio aos abrigos que resgatam e promovem a adoção consciente e da educação da população sobre a posse responsável e mais de 78 mil cães já foram ajudados e encontraram um lar para chamar de seu.

Dicas

  1. Quanto menor é a casa, menor deve ser o pet. Cachorros grandes, em um ambiente pequeno, podem ter problemas de adaptação.
  2. Antes de adotar ou adquirir um animal, importante considerar o tempo médio de vida que é de 12 anos. Pergunte à família se todos estão de acordo, se há recursos necessários para mantê-lo e verifique quem cuidará dele nas férias ou em feriados prolongados. Não faça nada por impulso.
  3. Pesquise sobre as características do animal e veja se ele é compatível com o seu estilo de vida e perfil.
  4. Caso você já tenha outros pets em casa, apresente o novo morador de forma gradual e fique sempre atento à convivência.
  5. Mantenha o animal sempre dentro de casa, jamais solto na rua. E na hora do passeio, leve os cães com uma coleira ou guia, contendo uma plaquinha de identificação com os dados de contato do tutor.
  6. Evite as crias indesejadas. Castre machos e fêmeas. A castração é a única medida definitiva no controle da procriação e não tem contraindicações.
  7. Cães e gatos precisam de alimentação de qualidade e muita água fresca e limpa.
  8. Cuide da saúde física do animal. Forneça abrigo, alimento, vacinas e leve-o regularmente ao médico-veterinário. Dê banho, escove e exercite-o.
  9. Zele pela saúde psicológica do pet. Dê atenção, carinho e ambiente adequado a ele.
  10. O Brasil tem milhões de cães e gatos abandonados. Esqueça o mito característico da adoção: pets adultos se adaptam com facilidade às mudanças.