Pets no condomínio: conquiste um ambiente saudável para todos

24 de junho de 2019

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Especialista em comportamento animal dá dicas de como criar um animal de estimação da melhor forma e sem incomodar os vizinhos


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Um dos fatores que influência na adoção de um animal de estimação é a moradia.

Isso porque nas grandes cidades a maioria das pessoas vive em prédios ou condomínios residenciais que possuem algumas regras internas e não dispõem de espaços muito amplos.

No entanto, existem algumas formas de amenizar as adversidades e proporcionar um lar saudável e seguro para os animais.

Seguir as normas pré-estabelecidas, como o uso de coleiras e guias nas áreas comuns, pet no colo ao acessar os elevadores, usar saídas de serviço, entre outras, é fundamental.

Além disso, o veterinário Jorge Morais, fundador da rede Animal Place lista mais algumas dicas que vão garantir o bem-estar dos bichinhos.

Zero sedentarismo ou estresse

A principal dica é induzir a prática de exercícios físicos, seguindo uma rotina de acordo com o tipo e a raça do animal.

No caso de cachorros de grande e pequeno porte, é fundamental levá-los para passear de uma a duas vezes por dia.

Além disso, se possível, é importante aproveitar o momento para estimular o contato com outros animais.

Já os gatos, embora sejam aparentemente bem diferentes, seguem com a mesma prática, já que qualquer pet pode desenvolver fobias e depressão se permanecerem por muito tempo trancados dentro de casa.

Inclusive, quando acostumados desde pequenos, os felinos adquirem o hábito de passear com seus donos usando guia, sem medo ou agressividade.

Livre do estresse, o pet dificilmente irá incomodar os vizinhos com choros, latidos ou miados excessivos.

Segurança em primeiro lugar

Instalar redes de proteção também é um cuidado essencial na hora de trazer o pet para casa.

Elas o mantém fora de perigo e o deixam seguro para correr e brincar pelo ambiente doméstico.

Além disso, é preciso levar em consideração que nos animais podem escapar e importunar outros moradores.

Sobretudo, tutores de gatos devem ficar ainda mais atentos.

“É preciso verificar de tempo em tempo se o gato não está roendo a tela, pois alguns felinos fazem isso”, alerta o veterinário.

Comportamento e higiene

As necessidades fisiológicas dos pets também costumam ser motivo de discórdia entre moradores de condomínios.

Afinal, ninguém quer chegar em casa e encontrar xixi de cachorro bem em frente à sua porta.

Uma das dicas do veterinário para driblar a questão é ensinar o pet a fazer as necessidades dentro de casa.

Além de evitar encrenca com quem mora ao lado, o comportamento é mais saudável para os bichinhos.

“Não é recomendado fazer as necessidades fora do lar por causa da dependência que é criada entre tutor e o cão. Imprevistos acontecem e o animal pode ficar segurando o xixi e cocô por muito tempo, em situações em que o dono esteja impossibilitado de acompanhar. Isso pode facilitar doenças como, por exemplo, infecções urinárias”, finaliza.