Pets podem sofrer de depressão e ansiedade pós-quarentena

10 de setembro de 2021

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A mudança drástica na rotina dos animais pode trazer sérias consequências


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Desde o início da pandemia da Covid-19, com a necessidade da quarentena, as relações familiares foram intensificadas, tanto em relação às pessoas, quanto aos animais de estimação. Os tutores passaram a trabalhar em casa, em sistema home office, passando a conviver 24 horas por dia com seu pet, fazendo com que as rotinas fossem alteradas.

Cada animal tem um temperamento, assim como os humanos. Agora que maioria já voltou a seus respectivos locais de trabalho devido a vacinação em massa e a queda do número de casos, internações e óbitos pela Covid-19 é preciso lembrar que essa separação pode abalar o bicho trazendo assim sérias consequências à vida deles, como situações ligadas à ansiedade e à depressão.

E, com isso, os pets precisarão se readaptar à antiga realidade.

De acordo com a médica veterinária acupunturista, Renata Alvares, os cuidados com o manejo neste retorno são muito importantes.
“É interessante enriquecer o ambiente com brinquedos e petiscos pela casa. O uso de produtos em forma de spray que podem ser borrifados no ambiente liberando substâncias que acalmam os animais são uma boa opção também”, salientou a médica.

Os donos dos animais devem ficar atentos aos sinais que os bichinhos emitem. Os cães costumam apresentar latidos e uivos excessivos, comportamentos destrutivos e repetitivos, podendo chegar à automutilação. Além da perca de apetite e sinais de desinteresse.

Gatos

Já os gatos, apesar de parecerem independentes, sofrem igualmente, apresentando sintomas como diminuição da interação com as pessoas; apatia; diminuição na ingestão de água e alimentos; mudanças de comportamento como agressividade; lambeduras em excesso e a redução em seus hábitos higiênicos. Lembrando que este é um sinal importante. Assim, o tutor deve redobrar a atenção, pois o gato é um animal extremamente higiênico.
Neste momento, é preciso acolher o animal que está em sofrimento, evitando punições. O primeiro passo a ser feito é levá-lo ao médico veterinário para que o profissional possa avaliar e fazer o diagnóstico correto, descartando outro problema de saúde.

Terapia

Ao ser diagnosticado com ansiedade ou depressão, o médico poderá indicar um especialista em comportamento animal, além de alternativas como Homeopatia, Florais, Acupuntura, Fitoterapia e em alguns casos pode ser necessário o uso de medicação.
A terapeuta holística, Aline Mazzer, explica que os florais, feitos de extrato de flores, agem sobre os padrões negativos elevando a vibração e trazendo bem-estar.

“A aceitação pelo animal é mais simples, pois conseguimos misturá-los nas tigelas de água e nos bebedouros. Além de ser possível manipulá-los para spray de ambientes, dependendo do estado do animal”, destacou.

Lembrando que, os pets jamais devem ser medicados e diagnosticados sem uma orientação médica veterinária para evitar riscos de complicações.