Proliferação de pombos é tema de debate em Guarujá-SP

25 de novembro de 2019

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Evento abordará, entre outros aspectos, o manejo das aves e doenças que elas causam


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A população de pombos em Guarujá e na Baixada Santista será tema de encontro realizado pela Prefeitura, que acontece na próxima sexta-feira (29), no auditório da Associação dos Funcionários Públicos do Estado de São Paulo (Afpesp), que fica na Avenida General Rondon, 643 – Astúrias.

O evento ocorrerá das 14 às 17 horas e terá a presença do prefeito de Guarujá, além de convidados.

A iniciativa é da Secretaria de Saúde, em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente. Haverá palestra de Eduardo Ribeiro Filetti, médico veterinário e professor universitário.

Ele abordará a questão do manejo dos pombos e as doenças que esses animais causam, entre outros aspectos.

O presidente da empresa Loremi (de saneamento ambiental), também participará do encontro.

Em sua palestra, o químico falará sobre as barreiras e a forma de manter estas aves afastadas do convívio humano destacando os principais hábitos da espécie.

O encontro é voltado aos agentes do controle de endemias, comunitários de saúde (ACS), sendo dois representantes de cada unidade básica (UBS) e de saúde da família (Usafa), além das equipes de vigilância epidemiológica, sanitária e de zoonoses.

Estratégia

De acordo com o diretor de Vigilância em Saúde da Prefeitura, o objetivo do encontro é discutir o manejo de pombos e a sua proliferação e como minimizar os problemas gerados.

“Juntos, queremos de alguma forma, traçar um plano para que essas aves não se multipliquem ainda mais. Nossa equipe de combate à dengue, por exemplo, já iniciou trabalho de orientação com ambulantes e quiosqueiros sobre alimentação para pombos”, conta ele sobre a ideia de torná-los parceiros e multiplicadores de informação. “Contamos com eles nesta ação, pois eles também sofrem com isso”, ressaltou.

A preocupação da Prefeitura de Guarujá acerca da importância em debater o assunto ocorre devido às duas mortes registradas neste ano na Baixada Santista, por criptococose.

A doença, conhecida como doença do pombo, é infecciosa e causada pela aspiração do fungo Cryptococcus, presente nas fezes de aves, principalmente pombos.

Geralmente, os pombos fazem seus ninhos em telhados, forros, caixas de ar condicionado, torres de igrejas e marquises.

Alimentar esses animais faz com que eles se viciem e retornem sempre onde foram alimentados. Além disso, a disponibilidade de comida faz com que a fêmea fique mais disposta a procriar.

A sua proliferação é hoje um problema de saúde pública, pois gera várias doenças graves podendo deixar sequelas e até levar à morte.

Além disso, a Prefeitura mantém fiscalizações e vistorias pós-reclamações de munícipes nos bairros da Cidade, conforme cronograma semanal.

A Unidade de Vigilância em Zoonoses fica na Avenida Adriano Dias dos Santos, 303, no Jardim Boa Esperança.

O horário de funcionamento é das 8 às 17 horas. Telefone: 3355-6300.

Doenças causadas pelos pombos:

  • Criptococose
  • Histoplasmose
  • Salmonelose
  • Ornitose
  • Dermatites
  • Alergias

Cuidados com os pombos:

  • Nunca alimentá-los (lei municipal de 2018)
  • Umedecer as fezes dos pombos com desinfetante antes de varrê-las
  • Utilizar luvas e máscara ou pano úmido para cobrir o nariz e a boca ao fazer a limpeza do local onde estão as fezes
  • Vedar buracos ou vãos entre paredes, telhados e forros
  • Colocar telas em varandas, janelas e caixas de ar condicionado
  • Não deixar restos de alimentos que possam servir aos pombos, como ração de cães e gatos
  • Utilizar grampos em beirais para evitar que os pombos pousem
  • Retirar ninhos e ovos
  • Acondicionar corretamente o lixo em recipientes fechados.