Santos divulga protocolo para contaminação da raiva

12 de agosto de 2019

Por:


Para isso, os profissionais da saúde passaram por capacitação. A doença é fatal para animais e humanos


Compartilhe:

O que os acidentes que envolvem mordidas e arranhadas de cães, gatos, macacos e morcegos têm em comum?

Devem ser tratados com muita seriedade , pois estas, além de lambidas em local ferido, são formas de transmissão do vírus causador da raiva. A doença leva animais e humanos à morte.

Tentar manter a calma, lavar a ferida com água corrente e sabão e procurar o serviço de saúde o mais breve possível é muito importante para iniciar a prevenção à doença, após uma possível exposição ao vírus.

A Secretaria de Saúde de Santos/SP, por meio da Seção de Vigilância Epidemiológica (Seviep), atualizou o protocolo de atendimento de pessoas que tiveram acidentes com esses animais. Além disso, capacitou as equipes das policlínicas.

A Seviep já iniciou as capacitações nas unidades de pronto atendimento e começará em breve o contato com os hospitais da rede particular.

Procedimento

As policlínicas devem atender, sem agendamento, todos os pacientes que tiveram algum tipo de acidente com esses animais para a realização da primeira avaliação.

Além disso, as unidades de pronto atendimento também podem ser procuradas pelo munícipe para que recebam o primeiro atendimento.

Na unidade que o paciente procurou será definida a conduta de prevenção ao vírus, dependendo do tipo de exposição que a pessoa teve e do animal que a atacou.

Caso seja necessária a vacina antirrábica, a policlínica que realizou o primeiro atendimento encaminha o paciente para uma das três policlínicas que a aplicam. Nova Cintra (Rua José Ozéas Barbosa s/nº) Gonzaga (Rua Assis Correia, 17) e Bom Retiro (Rua João Fraccaroli s/nº).

Já o soro antirrábico é aplicado apenas em ambiente hospitalar, pois o paciente necessita ficar por duas horas em observação.

“Todos que têm algum tipo de acidente com esses animais precisam se precaver, visto que a raiva é uma doença que leva à morte em quase 100% dos casos. Há apenas o registro de cinco pessoas em todo o mundo que sobreviveram à doença, duas delas no Brasil, a primeira em 2008 e a outra em 2018, mas sempre com sequelas neurológicas graves”, destaca a médica Marcia Gallego Monte, da Seviep.

 

Artes: PMS

Casos em Santos

O último caso de raiva identificado em animal no município de Santos ocorreu em 2016 em um morcego encontrado morto no bairro do Gonzaga.

A Sevicoz foi acionada, retirou o animal e o encaminhou para análise no Instituto Pasteur, que detectou a doença após exames laboratoriais.

Dessa forma, a Sevicoz deve ser acionada sempre que um morcego for encontrado vivo ou morto para que possa realizar esse trabalho de investigação.

Em cães e gatos, não há registro de raiva há mais de 30 anos em Santos.